Finalizamos nossa campanha com a doação de brinquedos no dia 25 de dezembro em uma comunidade localizada a margem da Av. Torquato Tapajós, Zona Norte de Manaus. No local dividem o espaço brasileiros e refugiados venezuelanos que nutrem a esperança que o local receba urbanização.
Doações Recebidas.
1. Professora moradora de Rio Preto da Eva (AM).................................. R$ 150,00
2. Kelciana Silva - Tefé (AM)......................................................................R$ 150,00
3. Hélio Silva - Cordeirópolis (SP)..............................................................R$ 150,00
4. Anderson Martins - Manila / Filipinas......................................................R$ 500,00
5. Rodrigo Duarte - Manaus (AM)...............................................................R$ 50,00
Total arrecadado até 20/12/2019...............................................................R$ 1.000,00
Foram comprados 142 brinquedos totalizando R$ 1.106,70
6. Girleide Pacheco doou brinquedos diversos
7. Márcia Rodrigues doou uma bicicleta infantil
Equipe de Distribuição de brinquedos (ordem alfabética): Daniel Rodrigues, Daniel Rodrigues, Helena Rodrigues, Iran (da comunidade), João Lago, Márcia Rodrigues, Nazaré Lago.
Etelvina Lago embrulhou todos os brinquedos para a entrega.
Agradedecmos a todos os que participaram desta campanha.
Nessa última
sexta-feira (29/11), a Comunidade de São Marcos da Paróquia de
Santo Afonso Maria de Ligório, realizou a segunda edição do evento
Noite de Massas. Tratou-se de uma ação em prol do término da
construção do Centro Pastoral da referida comunidade localizada no
Conjunto Santos Dumont, bairro da Paz em Manaus, cujas obras estão
em fase de acabamento. O centro pastoral contará com sete salas de
catequese, além de um amplo salão para reuniões da comunidade.
A segunda Noite de
Massas é o resultado do esforço das lideranças de pastorais e de
sua coordenação que não mediram esforços para transformar um
evento de preço popular em uma festa a altura de qualquer evento de
mercado que se tenha o intuito do lucro per si. Uma banda
animou a festa durante pouco mais três horas, além de sorteio de
brindes (doados na comunidade) que foram oferecidos aos convidados.
No serviço de buffet foram servidos três variedades de
massas, três tipos de molhos e lasanha. Refrigerantes, vinhos e água
foram oferecidos, além de duas variedades de sobremesas. O ambiente
estava impecavelmente decorado com motivos natalinos e com as cores
que remetem a um evento de massas (verde, vermelho e branco).
Pela experiência
que tenho atuando com fundraising, incluso
um estágio na Colômbia com Jorge Eduardo Serrano, jesuíta e na
época coordenador da Oficina
de Desarrollo de la CPAL
e hoje trabalhando na Cúria Geral dos Jesuítas em Roma e
responsável pelos Jesuítas sem Fronteira, em um dos diversos
encontros que tivemos no Brasil e no exterior, sobre
trabalhar a frente de comunidades, certa
vez me disse: “quer ser Cristo? Então se deixe pregar na cruz!”.
Padre Serrano creio, fez
referência ao Evangelho de São Lucas (Lc 9, 23) que ensina “Se
alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a
sua cruz e siga-me”. O sábio sabe que, apesar de necessariamente
estarmos sob a égide dos ensinamentos de Cristo, não existe
unanimidade quanto a
verdadeira intenção dos propósitos daqueles que estão a frente de
qualquer coordenação. Ensinou-me que a melhor resposta a
maledicência humana está muito além de oferecer a outra face, mas
também demonstrar honradez na transparência de suas ações,
prestando contas a todo momento a qualquer cristão que por sua
língua insista desconstruir
a ação do Espírito Santo. São
esses como os fariseus,
com sua moral pusilâmine descrita
no Evangelho de Mateus (23,
5), que “atam
fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos
homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo”.
Não
estive diretamente relacionado a coordenação evento II Noite de
Massas, mas fui aquele que
levou a mensagem de
necessidade ao coração solidário que doou 34
litros de vinhos para serem servidos no evento. Cumpre dizer que os
vinhos doados foram todos consumidos e que, pela graça de Deus, a
bebida não faltou, tanto que ainda houve
sobra de dezesseis
garrafas de vinhos. Desta forma, quero em nome da Comunidade de São
Marcos agradecer aos empresários Fernando, José e Rosiane, da
Bellvin Indústria e Comércio de Vinhos pela doação dos 34
litros e as demais doações particulares recebidas que serviram para
engrandecer o evento e a finalidade a qual o mesmo se destina.
Para
todos aqueles que estiveram a frente dessa obra de Deus deixou as
palavras de São Paulo: “Por consequência, meus amados irmãos,
sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do
Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão” (I
Cor 15, 58)
Centenário de Irmã Dulce - Senhor do Bonfim Salvador
Até as pedras do caminho sabem o quanto sou crítico ao bolsonarismo, se é que seja razoável adjetivá-lo assim dando-lhe uma importância política que mal comparo aos fenômenos musicais de verão. Antevejo o bolsonarismo como uma Jenifer, Lepo Lepo, ou Deu Onda, hits chicletes com baixíssima expressão poética e uma pífia construção musical vinda de artistas efêmeros. Porém, a construção social que permitiu o bolsonarismo firmar-se é a mesma que sustenta de verão a verão as paradas de sucesso, ou seja: a baixa cultura do brasileiro médio; a total ausência de análise retórica profunda, seja política ou musical e; uma necessidade ao entorpecimento vulgar, seja ele dançante ou oriundo de ideias politicamente burlescas. No entanto, nesses tempos sombrios, o ativismo de uma minoria parece não perceber que não se pode defenestrar cupins de uma casa tocando fogo na madeira que a sustenta, pois ao tentar justificar suas ações, mesmo que possam ter certa razoabilidade, agem justamente como incendiários do extremismo.
Na última terça-feira (22/11), uma denominada Associação de Ateus e Agnósticos protocolou uma ação civil pública na Justiça Federal de Brasília pedindo a devolução do dinheiro público gasto na comitiva da Presidência da República, da Câmara e do Senado ao Vaticano para a cerimônia de Canonização da Irmã Dulce. Alegam que por ser o Estado laico não poderia ser gastos recursos públicos em uma viagem de cunho religioso. Ora, visto somente por essa visão tacanha parece ser óbvio que o governo brasileiro deveria ignorar completamente a importância do legado da religiosa para a Bahia e para todos os brasileiros, sejam cristãos católicos ou ateus. No entanto, ainda assim vamos nos concentrar no ordenamento jurídico que determina o que pode e o que não pode ser subvencionado com dinheiro público.
A CF - Constituição Federal, no artigo 19o, inciso I, veda a União, Estado e Municípios de: “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. O legislador constitucional quis deixar claro que o Estado deve manter-se afastado de apoiar ou estar subserviente a uma denominação religiosa, mas ao mesmo tempo não pode o Estado atrapalhar o livre exercício de uma religião, mesmo porque o artigo 5o, incisos de VI a VIII, garantem ao cidadão a liberdade de ter uma religião. Nessa suposta ambiguidade em que não pode tomar partido, mas ao mesmo tempo não deve obstruir a liberdade de culto, restou na CF a ressalva de tolerar e colaborar com as religiões a bem do interesse público. Poderia encerrar-se aqui esta argumentação, mas vamos caminhar mais um pouco.
Citando novamente a CF, mais precisamente o artigo 21o, inciso I, encontramos a seguinte redação: “Compete à União: manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais”. Ora, parece que os ateus e agnósticos da aludida associação desconhecem ser o Vaticano um Estado soberano que existe desde 1929 e que pelo Tratado de Latrão o Governo da Itália reconheceu sua soberania. Porém, ainda poderiam questionar qual seria o interesse público do Brasil manter relações com o Vaticano, além do fato do Brasil ser considerado a maior nação católica do mundo com 123 milhões de fiéis (64,6 % da população brasileira segundo o Censo IBGE de 2010).
A cidade de Aparecida no interior de São Paulo tem 80% de sua renda proveniente do turismo religioso e o mesmo se repete em Juazeiro do Norte - CE, onde viveu Padre Cícero Romão Batista e mais recentemente duas cidades despontam nesse cenário: Cachoeira Paulista – SP com o movimento carismático Canção Nova e Guaratinguetá – SP como cidade do santo Frei Galvão. Se não há interesse público na religiosidade de seu povo garantida na CF, deveria os ateus e agnósticos dessa pretensa associação reconhecer o interesse público no sentimento religioso que movimenta a economia e gera empregos. Não obstante, o governador Rui Costa (PT) fez publicar no Diário Oficial da Bahia a lei que institui o dia 13 de outubro como o dia da Santa Irmã Dulce dos Pobres reconhecendo não somente a importância pretérita da religiosa, mas o que doravante a devoção a Santa poderá trazer de divisas ao turismo religioso na Bahia.
A religiosidade é um fenômeno cultural que está no matiz do povo brasileiro repleto de expressões artísticas na música, arquitetura, teatro, pintura etc. Portanto, se não for suficiente as alegações até aqui deitadas, os ateus e agnósticos dessa associação deveriam ler o artigo 215o da CF que diz: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
O Estado brasileiro é laico, mas absolutamente não é antirreligioso e nem tão pouco laicista, mas nesses tempos sombrios de intolerância sempre aparece um ou outro a procura dos seus quinze minutos de fama. A esses eu repito o ditado de minha avó: Quer aparecer menino? Põe o penico na cabeça e vai à rua.
Quando somos
crianças, e temos a felicidade de crescermos em uma família
numerosa, nossos primeiros contatos sociais são com os nossos irmãos
e irmãs. É por meio deles que aprendemos a repartir, negociar
conflitos, muitas vezes transigir, algumas vezes (não assim tão
raras) até as vias de fato. Éramos crianças e as nossas desavenças
eram tão pesadas e duradouras quanto uma bolha de sabão e nada
poderia ser tão sério que pudesse superar a necessidade de
novamente estarmos juntos brincando e nos divertindo.
Crescemos e
paulatinamente percebemos que a vida não é somente uma grande
diversão. As cobranças vão ficando cada vez mais severas conforme
vamos ganhando entendimento e, pouco a pouco, vamos retirando a capa
de super-herói, as tiaras de princesa e, não sabemos bem quando,
vestimos a máscara da responsabilidade. Daí, quando colocarmos os
nossos pés para fora de casa, já não nos estapeamos mais, mas
também já não brincamos tanto.
Quando nos tornamos
adolescentes, o mundo floresce em tantas amizades que a nossa casa se
transforma em lugar de acolhimento, festas de aniversários,
confraternizações e do mesmo modo que recebemos, peregrinamos por
outros lares e conhecemos outras famílias. A infância e a
adolescência daqueles quatro irmãos da Rua Visconde de Porto Alegre
446 não fugiu a regra, mas com uma diferença. Havia uma menina que
parecia não acreditar nessa obrigação de ser gente grande e, para
nossa felicidade, tornou-se essa eterna criança de espírito alegre
e amizades platônicas que tenho certeza que cada um de vocês, que
teve a felicidade de conhecer Etelma, há de lembrar.
Etelma também foi
mãe e como não poderia deixar de ser, tornou-se técnica,
preparadora física, nutricionista, líder de torcida de seu único
filho Diego Augusto que colecionava medalhas de natação. Mudaram-se
para o Rio de Janeiro para que Diego pudesse competir em piscinas que
tivessem competidores mais parelhos a sua competência. No Rio de
Janeiro construiu novas amizades e encaminhou uma vida de
responsabilidades e trabalho, igual como muitos daqueles que saem de
sua terra natal. O irmão Júnior casou, o mano Kleber também, ambos
foram morar em outras cidades e o Pinheiro Neto constituiu família
aqui mesmo em Manaus. Em dado momento da vida cada um dos quatro
irmãos da Visconde de Porto
Alegre morava em uma cidade diferente.
A mãe Etelvina
sempre foi para os quatro irmãos o ponto de convergência, como é
bastante comum em outras famílias que tem a casa dos pais sempre
como um lugar de destino. A vida une, as contingências separam,
aprendemos a conviver com a distância, superar a saudade, porque de
alguma forma nos acomodamos, pois sabemos que se realmente
precisarmos estaremos sempre juntos e o sorriso de Etelma, a sua
alegria e o seu carinho não pareciam tão distantes assim.
Deixemos para trás
o pessimismo sombrio do “eterno retorno”, filosofia dos infelizes
que não tiveram o discernimento de encontrar sentido nas coisas mais
simples da vida, ou que não souberam construir um círculo de amor
que nos faz escorregar suavemente, sem colidir com dobras ou arestas,
e retornar ao ponto inicial de nossa existência: A casa da mãe, a
família, o aconchego do lar, a presença festiva dos irmãos e dos
amigos. Que alegria seria para qualquer um dos irmãos retornar a rua
Visconde de Porto Alegre 446, abrir o portão e encontrar Etelma
sempre disposta ao improviso, somente com o intuito de ser feliz e
nos contagiar com a sua felicidade. Encontrar a porta da casa sempre
cheia de gente varando a madrugada porque ela tinha o poder mágico
de catalisar pessoas ao seu redor e quando morou no Rio de Janeiro,
na praia de Botafogo, isso não foi diferente. Os três irmãos, os
amigos e as amigas eram apenas personagens coadjuvantes de um teatro
que a estrela principal era a menina gordinha, baixinha, geniosa,
alegre e com uma força de vontade, uma beleza que não se encontra
nos contos de fada. Etelma cresceu assim, amou assim, foi mãe assim,
e tornou-se, para cada um de nós que percebemos sua essência, uma
joia de valor incalculável.
A morte é um
mistério que cada um de nós um dia haverá de descobrir, mas a
nossa fé em Jesus Cristo aponta que aquilo que possa parecer
incompreensível à razão humana é na verdade a verdadeira
expressão do amor de Deus. Ele nos conhece, sabe de nossas falhas,
nos perdoa, sara o nosso sofrimento e ao seu modo nos conduz à luz.
Quando perdemos
alguém que amamos dois sentimentos se agigantam: Saudade e Tristeza.
E é na despedida
que esses dois sentimentos parecem não caber na solidão que invade
e transforma em vazio tudo o que está ao nosso redor.
Porém, nesses
momentos de profunda dor e solidão é que a solidariedade da família
e dos amigos nos ajudam a perceber que não estamos sozinhos em nosso
sofrimento.
Corremos os olhos ao
redor e percebemos que o vazio aos poucos vai sendo preenchido com um
abraço, um afago, uma palavra amiga ou com simples um olhar que já
diz tudo.
A família Lago,
mãe, filho, irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, cunhados,
cunhadas e todos os familiares de Etelma agradecemos a presença
solidária de cada um de vocês.
O vosso carinho e solidariedade com o nosso sofrimento nos faz
acreditar que em meio a um mundo materialista e ausente de
sentimentos existem pessoas como você que se sente capaz de calçar
as nossas sandálias, curar nossas feridas e trilhar juntos o caminho
da esperança.
A morte é um mistério que cada um de nós um dia haverá de descobrir, mas a nossa fé em Jesus Cristo aponta que aquilo que possa parecer incompreensível à razão humana é na verdade a verdadeira expressão do amor de Deus. Ele nos conhece, sabe de nossas falhas, nos perdoa, sara o nosso sofrimento e ao seu modo nos conduz à luz.
Quando perdemos alguém que amamos dois sentimentos se agigantam: Saudade e Tristeza. E é na despedida que esses dois sentimentos parecem não caber na solidão que invade e transforma em vazio tudo o que está ao nosso redor.
Porém, nesses momentos de profunda dor e solidão é que a solidariedade da família e dos amigos nos ajudam a perceber que não estamos sozinhos em nosso sofrimento.
Corremos os olhos ao redor e percebemos que o vazio aos poucos vai sendo preenchido com um abraço, um afago, uma palavra amiga ou com simplesmente um olhar que já diz tudo.
Assim, queremos agradecer com gratidão todas as mensagens de solidariedade recebidas pela passagem de Etelma Lago e agradecer de modo especial a todos os amigos e familiares que foram pessoalmente ao velório e ao enterro de nossa amada Etelma.
O vosso carinho e solidariedade com o nosso sofrimento nos faz acreditar que em meio a um mundo materialista e ausente de sentimentos existem pessoas como você que se sente capaz de calçar as nossas sandálias, curar nossas feridas e trilhar juntos o caminho da esperança.
Algumas pessoas deveriam viver para sempre porque se fazem
importante em nossas vidas e o simples fato de nos imaginarmos sem
elas já nos provoca uma profunda angústia. Essas pessoas são
importantes pelo exemplo de vida que espelham e por uma certa
necessidade mesquinha que temos de tê-las ao nosso lado para nos
sentirmos melhor. São elas que nos aconselham, que se preocupam se
estamos bem e que, mesmo que não peçamos, estão sempre dispostas a
ajudar-nos. Isso pode até ser natural quando estamos nos referindo a
uma pessoa próxima da família (mãe, pai, avô, avó etc.), mas
quando essa pessoa vai além dos laços familiares e coloca-se a
disposição de quem necessite, então é porque estamos falando de
pessoas essenciais.
Pessoas
essenciais não se forjam ao acaso, porque se as observarmos nos
detalhes veremos que elas trazem dentro de si características que
muitas vezes nos faltam como paciência, alegria, caridade, paz,
equidade, fidelidade, modéstia..., mas, a essas características,
que na verdade são valores, damos um nome especial. As chamamos de
dons do Espírito Santo e as encontramos nas palavras do apóstolo
Paulo quando ele pregou na província romana da Galácia (Gl 5,
22-23). São Paulo disse: “Se vivemos pelo Espírito, andemos
também de acordo com o Espírito” (Gl 5, 25). Então, quem carrega
o Espírito Santo de Deus dentro de si também agirá de acordo com o
Espírito e tudo fica mais claro para compreendermos porque algumas
pessoas são assim.
Ivo
Knob, para nós, Sr. Ivo, atuou como Ministro Extraordinário da
Comunhão aqui na Igreja de São Marcos e levava consigo a Eucaristia
a quem necessitava. É importante que se diga que na Igreja Católica
o ministro da Eucaristia de fato é o sacerdote, pois o ministro por
excelência é aquele que preside e consagra o pão transformando-o
em alimento sagrado. Analisando simplesmente o significado da palavra
“extraordinário” encontramos a seguinte definição: “que foge
do usual ou do previsto, que não é ordinário, fora do comum”.
Assim, é natural que pessoas em funções extraordinárias sejam
aquelas que muitas vezes se colocam em distinção dos demais por
posicionarem-se de modo especial. Engana-se quem age assim! Porque as
pessoas extraordinárias não se forjam pela posição que ocupam,
mas pelo que conhecem de Cristo como dádiva maior do amor de Deus
para conosco, pois assim escreveu o Apóstolo João: “Aquele que
não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 Jo 4, 8).
Pessoas
extraordinárias expressam-se pelo amor e foi pelo amor que seu Ivo
se fez marcante entre nós. Pelo olhar terno, carinhoso e sempre
atencioso para com todos e de modo todo especial para com sua
Teresinha, com quem formou uma linda família. Também pelo amor, o
cuidado com a natureza, semeando e colhendo os frutos que tão
gentilmente compartilhava com os amigos que o visitavam. Um exemplo
belo, de um homem sábio, que, carregado de simplicidade, jamais
deixou que a sabedoria o afastasse das pessoas, ao contrário,
verdadeiramente sábio, pela fé e disposição ao serviço da
Eucaristia, era exemplo para todos nós. São pessoas como seu Ivo
que quando partem deixam uma profunda saudade. Saudade que, para cada
um de nós seus amigos, se ampara nos exemplos preciosos por ele
deixado: de esposo, pai, irmão, avô, bisavô e amigo querido que
não se apagará como uma vela que perde o brilho, pois a luz, uma
vez emitida, caminha no espaço e no tempo e segue sendo percebida no
universo por toda a eternidade.
Comunidade de São Marcos
Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório
Manaus - AM Biografia Ivo Knob era gaúcho natural de Passo Fundo, nasceu dia 15 de outubro de 1934. Formado em 1958 como técnico em contabilidade pelo Colégio Marista Conceição de Passo Fundo. Em 16 de maio de 1959 casou-se com Terezinha aos 24 anos. No ano seguinte, iniciou seus estudos de direito na Faculdade de Passo Fundo, mas não chegou a concluir o curso. Radicado em Manaus, trabalhou na empresa Madeireira Rio Solimões Ltda. de 1974 a 1984 e no Colégio La Salle de 1981 a 1985 no qual foi primeiro funcionário registrado. Aposentado, Ivo Knob reservou parte de seu tempo ao serviço da igreja como Ministro Extraordinário da Eucaristia juntamente com sua esposa Terezinha. Ivo e Terezinha foram casados por 60 anos e tiveram três filhos: Fábio, José e Rita. Ivo Knob faleceu dia 14 de agosto de 2019 no Hospital da Unimed em Manaus, deixando saudades de sua esposa, filhos, sete netos e quatro bisnetos.
A
capacidade de abstração é uma das mais elevadas formas de
exercitar a mente na busca conhecimento, porque ela não limita o
raciocínio aos fatores relacionados a realidade do indivíduo. Para
que possamos melhor compreender este conceito, o exemplo mais
clássico é aquele que se atribui a Isaac Newton quando viu uma maça
despencar do galho que a prendia. Ao presenciar tal cena lúdica o
físico e matemático inglês percebeu que a mesma força da natureza
que leva a maça cair ao chão é a aquela que faz os planetas
girarem ao redor do sol. Logicamente uma abstração dessa magnitude
não sairia de uma mente vazia, pois para que fosse possível
alcançar tal estágio de sofisticação intelectual, ele próprio já
deveria ter alcançado todo o conhecimento matemático de sua época
e ido muito mais além. Atribui-se a Isaac Newton e Gottfried Leibniz
a invenção do cálculo diferencial e integral, os quais foram
essenciais para o desenvolvimento da engenharia, economia, física,
estatística e demais ramos do conhecimento que precisam estudar e
analisar taxas de variação de grandezas e a acumulação de
quantidades para melhor entender fenômenos observados. Isaac Newton
ao ver uma maça cair ao chão não teria formulado a lei da
gravitação universal se sua mente não fosse capaz de resolver os
problemas mais elementares daquilo que já era observável pela
percepção humana.
A
política é considerada um fenômeno social e até existe um ramo do
conhecimento que a estuda, o qual se denomina Ciência Política.
Embora considerando que a Ciência Política tenha uma análise mais
reativa das ações de governos, visando relacioná-las dentro de uma
visão sistêmica, ou seja, estabelece padrões empíricos baseados
em conhecimentos históricos e traça paralelos que visa explicá-las,
mas pouco contribuindo para apontar inovações. O raciocínio que
desejo lançar sobre a Ciência Política é que tudo que a sociedade
construiu até aqui como modelo advém de conhecimento empírico e
que nos falta essa tal capacidade de abstração para trilharmos o
caminho do novo. Porém, para que se possa abstrair sobre determinado
tema é necessário alcançar um grau de excelência nos princípios
fundamentais do conhecimento, basta olharmos para a biografia da
maioria dos homens que estão no Congresso Nacional, do atual
presidente e dos seus ministros para percebermos que dessa mato não
sairá coelho, cobra, sapo ou qualquer outro animal que pule ou
rasteje. Quando analiso boa parte do discurso presidencial, de
ministros e dos recém-eleitos para o Congresso Nacional vejo que
esses ainda estão com a mente no final dos anos 50 do século
passado e em plena guerra fria. Ainda estão atados a dicotomia do
comunismo versus capitalismo, sendo aqueles de esquerda desejando uma
sociedade planificada que reduz os cidadãos ao determinismo das
abelhas e os outros de direita com a convicção fisiocrata que a mão
invisível do mercado traz justiça social. Se os discípulos do
Leninismo ainda vivem a luta de classes, os adeptos contemporâneos
da fisiocracia, por sua vez, ainda estão perdidos no final do século
XVIII e não passaram pelas agruras sociais advindas com a revolução
industrial ocorrida no século XIX e que proporcionaram que as ideias
de Karl Marx fossem “ideologizadas”. O estudo empírico da
Ciência Política por ela mesma seria suficiente para deduzir que
pouco temos a ganhar com essa discussão interminável que se
assemelha ao sexo dos anjos.
A
capacidade de abstração não deveria estar tão somente restrita as
ciências naturais, mas deveria ser capaz de modernamente inspirarem
os cientistas sociais a elucubrarem novos caminhos que levem a uma
sociedade economicamente sustentável, socialmente justa e
respeitando a individualidade de seus membros ao limite do que é
aceitável para uma convivência coletiva. Porém, aqui não se
deseja afirmar que a dominação de uma maioria sectária seja
justificável pelo simples fato de ser maioria. Para exemplificar,
levando o exemplo ao extremo, imaginemos hipoteticamente que no
Brasil exista um grupo que esteja muito preocupado com o
comportamento afetivo de casais homossexuais em público e que não
suporte vê-los andando de mãos dadas e beijando-se. A reflexão a
qual se deve ater é se todos os membros dessa sociedade estariam
dispostos a abdicar de namorar em público para que exista paz
social, deixando seus comportamentos lascivos para o âmbito privado.
Não se pode construir privilégios individuais, tão poucos
coletivos, quando esses atentam contra a liberdade e a isonomia de
seus membros. A ofensa que um indivíduo possa fazer ao outro tem que
ir além da subjetividade, pois no âmbito privado qualquer um pode
acumular lixo em sua casa e viver na imundice, desde que isso não
traga risco a saúde de seus vizinhos. Quando vive em sociedade, o
dever que o indivíduo tem como compromisso de respeito ao semelhante
é agir e respeitar as campanhas de combate as endemias (dengue,
sarampo etc.) vacinando-se e limpando o seu quintal, buscando o
conhecimento e fugindo do obscurantismo. Assim, se cada um agir com
responsabilidade e estiver disposto a ter as mesmas obrigações e
direitos de seu semelhante, estaremos no caminho do equilíbrio
social que todos desejam.
Estamos
vivendo um período muito difícil, no qual os princípios básicos
que nos definem como civilizados estão sendo postos à prova.
Parcelas significativas da sociedade trava uma luta contra a ciência
e mostra-se desfavorável às liberdades individuais que colocam em
risco qualquer possibilidade de encontrarmos um caminho de
conciliação. A continuarmos travados no discurso mais raso de todas
as possibilidades que nos definem como nação, muito provável
seremos incapazes de proporcionar as próximas gerações o mínimo
necessário para grandes abstrações.