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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ação Social: Entrega de Brinquedos na Redenção

Por meio da arrecadação de brinquedos usados, mas em bom estado, somado a doação de brinquedos novos, nos quais todos foram entregues as crianças de uma comunidade no Bairro da Redenção em Manaus.

Agradecemos a todos que colaboraram para o sucesso desta ação social.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Espaço Gourmet Conjunto Santos Dumont: Froes Peixaria

Este é o primeiro Espaço Gourmet, que visa divulgar os locais pitorescos do Conjunto Santos Dumont que oferecem culinária específica, ou variada.

Apresentamos a Peixaria Froes, dos empresários Marcelo Froes e Jeyeel Holanda, especializada em pescado típico do Amazonas.

A Froes Peixaria está localizada na Rua Coronel Silvino Cavalcante, 359 - Conjunto Santos Dumont.

O horário de funcionamento é:

Terça a Sexta: 11h às 15h
Sábado, Domingo e Feriados: 11h às 16h


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Faça uma criança feliz no Natal

O Natal é uma época de luz e alegria, mas também pode ser de trevas e tristeza quando nos esquecemos que nem todos terão o Natal de seus sonhos. Acredito que as crianças são as que mais se ressentem da ausência do Natal em suas vidas, seja pela ceia que não existe, ou pelo presente que nunca vem.

Durante os últimos dois anos, intermediei a generosidade de um amigo que desejou mostrar ao seu filho que no Natal existe essas duas realidades. Didaticamente ele quis que o filho participasse de uma ação de caridade e por isso pediu minha ajuda para doar presentes no Natal em comunidades carentes que eu pudesse indicar. No entanto, neste ano esse meu amigo, que sempre quis permanecer no animato, disse-me que não poderia repetir esta ação de doar brinquedos no Natal. Lamentei, mas compreendo que nem sempre é possível, por inúmeros motivos, realizarmos sozinho a felicidade de muitas crianças. Durante dois anos esse amigo custeou sozinho a distribuição de presentes no dia 25 de dezembro. A mim cabia somente indicar onde poderiam ser distribuídos.

Justamente neste ano, que eu havia pensado indicar uma comunidade carente de uma região de invasão consolidada no Tarumã, esse amigo disse que não poderia.

Bem, acho que não vou desistir, por isso acredito que podemos sim doar presentes no Natal, basta olhar quantos brinquedos esquecidos temos guardados em nossa casa. Será que uma resposta ao Natal do consumo, isso que se transformou a celebração do nascimento de Cristo, poderá se transformar no Natal da partilha? Se você que está lendo esta mensagem acreditar nisto, juntos poderemos no dia 25 repetir este gesto de fazer alegria de crianças neste ano também.

Conto contigo fazer com que crianças desfavorecidas possam ter um brinquedo para brincar no Natal.

Abaixo os dois vídeos da distribuição de brinquedos em 2011 e 2012.

Para este ano eu já temos o roteiro e a trilha sonora, agora só falta os protagonistas.




E aqui que com a tua ajuda vamos distribuir presentes no Natal.


Entre em contato conosco e nos iremos buscar o brinquedo doado.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Por que é importante ser chato?

Faz um bom tempo que enalteço o desenho urbano de nosso Conjunto Santos Dumont, quando o comparo com outros lugares degradados, não sendo necessário ir longe, bastando cruzar os limites das ruas que encerram este oásis com ruas largas, com três praças, sendo uma delas de caminhada, um campo de futebol e áreas verdes que nos rodeiam.

No entanto, constantemente somos ameaçados por inimigos da ordem pública que se aproveitam de uma zona de conforto que naturalmente buscamos, mas que pode ser trágica no longo prazo.

É importante que se leia o texto abaixo, pois vem ao encontro da percepção que a degradação do ambiente em que vivemos dependerá do quanto somos vigilantes para repelir pequenas ameaças que se formam e se somam em nosso cotidiano. A partir desta leitura e da exposição das fotos que seguem, veremos o quanto estamos sujeitos a repetir, em nosso Conjunto Santos Dumont, toda a desordem urbana que enfeia e entristece nossa cidade.

Após ler o texto e ver a exposição de fotos, pergunte-se: Como é que estamos deixando isto tudo acontecer?


TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idéia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura so fre reafirma e multiplica essa idéia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pesso as forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às norm as de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinqüente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.
Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Reflita sobre isso!
  The police and neighborhood safety BROKEN WINDOWS by JAMES Q WILSON AND GEORGE L. KELLING
James Q. Wilson is Shattuck Professor of Government at Harvard and author of Thinking About Crime. George L. Kelling, formerly director of the evaluation field staff of the Police foundation, is currently a research fellow at the John F Kennedy School of Government Harvard

AS JANELAS PARTIDAS DO CONJUNTO SANTOS DUMONT

Um carrinho de cachorro quente está utilizando a lateral da praça diariamente, colocando mesas e cadeiras sobre a grama.

Pergunta: O que impede que outros ocupem a praça?
Ambulante ocupando a praça










Junto com o carrinho de lanche, fica a grama pisada e tampas de refrigerante ocupando o chão que vão destruindo o verde.
Tampas de metal largadas na grama
 Não somente o ocupação noturna, agora permanentemente temos uma barraca instalada na lateral da praça.
Barraca permanente na praça











Tomada ligada diretamente no poste, o popular "gato".


Toda sociedade paga quando não coíbe o furto de energia.

Foram retiradas árvores e grande quantidade de terra e depois o local foi abandonado.

Pergunta: Quem vai reparar o dano?


Terra e grama retirada para quê?











A grade lateral do campo foi derrubada e não sabemos quem é o responsável por isso?

Pergunta: Quem vai consertar o muro?


Grade do campo derrubada por quem?

sábado, 2 de novembro de 2013

Como trabalhar para um mau líder

por Victor Hugo Manzanilla - 02 de janeiro de 2013 - Leadership
(Tradução de João Lago)

Um problema que mais me comentam os leitores do blog é a frustração que eles têm de trabalhar para um líder ineficiente. Porque você está lendo este artigo eu suponho que você é uma pessoa buscando crescer, mudar e se tornar um líder melhor ... mas o que fazemos quando somos forçados a trabalhar para um "chefe" que é um mau líder?

Primeiro de tudo vou definir seis tipos de "maus líderes " que estão no livro "Líder de 360 graus", de John Maxwell, para tentar definir o problema que temos com o nosso líder ou chefe. Aqui está uma lista dos "líderes" que ninguém quer seguir :

1 - O líder inseguro :
O líder inseguro pensa que uma decisão precisa passar por eles e por seu filtro egocêntrico . Uma característica comum deste tipo de líder é que quando uma pessoa em sua equipe tem um desempenho excepcional, buscam freá-lo por medo de ser ofuscado .

2 - O líder sem visão:
Líderes sem visão causam dois problemas profundos em sua organização: não indicam o caminho e, portanto, não desenvolvem a paixão em sua equipe. A visão vem da paixão.

3 - O líder incompetente:
Porque o nível de liderança determina o nível de eficácia de uma organização, os líderes incompetentes se tornam o "top" da organização. Se o líder é incompetente, é só uma questão de tempo para que toda a organização se torne medíocre e ineficiente.

4 - O líder egoísta :
Tom Peter em seu livro " The Circle of Innovation ", o explica perfeitamente: "O líder egoísta tentará conduzir os outros em proveito próprio e em detrimento dos demais. Essas pessoas acreditam que a vida é um jogo com vencedores e perdedores , e incentivar os outros a serem perdedores para que eles possam recolher os louros da vitória". Essas pessoas não acreditam na liderança como uma ferramenta para ajudar os outros, mas para usar os outros para benefício próprio .

5 - O Líder Camaleão ou político:
O líder camaleão não tem um modelo valores e princípios previsíveis. Muda de acordo com a situação que melhor o beneficia. Consequentemente, os seus seguidores nunca desenvolverão confiança , porque eles sabem que o apoio do líder só estará presente nos tempos de fartura.

6 – O Líder Controlador:
As pessoas que controlam minuciosamente os outros muitas vezes são motivadas por uma ou duas coisas : o desejo de perfeição , o qual não pode ser alcançado, ou a crença de que ninguém pode fazer um trabalho tão bom quanto eles.

Então ... O que vamos fazer se estamos trabalhando para estes "líderes" ?

Se tivéssemos o controle total da situação poderíamos mudar o líder , mas geralmente isto não está dentro do nosso círculo de influência . Portanto, temos uma única estratégia para lidar com eles :
Adicionar valor ...
Como John Maxwell disse: " Não importa quais sejam as nossas circunstâncias , nossa maior limitação não é o líder acima de nós, mas o espírito que nos habita "

De antemão digo que não vai ser fácil, mas é possível ... não somente possível , mas a situação pode tornar-se em um grande sucesso. Aqui estão algumas dicas :

1 - Desenvolver uma relação forte com o seu líder : A reação natural ao ter um mau líder é distanciar-se e construir barreiras. Faça o oposto. Construa pontes de relacionamento. Trate de conhecê-lo e busque encontrar interesses comuns e desenvolva um relacionamento profissional robusto.

2 - Identificar e valorizar os pontos fortes do Líder: Todo mundo tem pontos fortes e pontos fracos . A tendência natural quando temos problemas com o nosso líder é concentrarmo-nos em seus pontos fracos . Faça o oposto. Concentre-se nos pontos fortes (embora poucos ) e aprecia-los sinceramente .

3 - Faça um compromisso de agregar valor ao seu líder : A chave para uma carreira de sucesso é concentrar-se em maximizar os pontos fortes. Porque você detectou os pontos fortes do seu líder, comprometa-se a ajudá-lo a melhorar ainda mais os seus pontos fortes .

4 - Complementar as fraquezas de seu líder : Uma das razões pelas quais você tem dificuldade com o seu líder é que aspectos importantes da liderança, que são pontos fortes para você, não estão presentes nele. É por isso que nasce a frustração . O bom é quando você tem essas características como pontos fortes. Use-as ao máximo para complementar na equipe existente entre você e o líder. Verás como criarás uma equipe vencedora.

5 – Mostre-lhe "sabiamente " bons recursos de liderança : Porque você está lendo este blog, eu sei que você é uma pessoa buscando para melhorar sua liderança.
Basta ter cuidado como você se comunica . Não diga : " Você precisa ler esse livro ou ir a esse blog", mas busque uma conexão, por exemplo: "Eu li um artigo que me motivou a sonhar alto neste novo ano , eu vou te enviar o link para você ler" (escolha um artigo que possa fazer o seu chefe a refletir suas atitudes de liderança, mas que não seja este aqui). Provavelmente ler o artigo que você indicar e lentamente ler outros artigos semelhantes, sua liderança poderá melhorar. Você pode fazer o mesmo com os livros, vídeos etc ., basta fazê-lo com sabedoria.

6 – Elogie publicamente o seu líder: Não há nada de errado (mas muito de bom), se você elogiar os pontos fortes de seu líder publicamente. Esse tipo de atitude aprofundará o seu relacionamento com o seu líder e vai ajudar a motivá-lo a crescer e trazer as suas forças para o nível seguinte.
Trabalhar para um mau líder não é fácil, mas se nos concentrarmos na área de influência que temos, podemos transformar essa experiência em algo positivo. Às vezes eu acho que a vida nos envia este tipo de desafios para nos ajudar a crescer como seres humanos e como líderes. Então, aproveite a experiência dentro de tuas possibilidades.

Fonte: http://www.liderazgohoy.com/trabajar-para-un-mal-lider/#!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O urubu cabeludo


O urubu cabeludo é uma espécie que pode ser vista aqui em nosso Conjunto Santos Dumont, mas não se preocupe, pois a proximidade que temos com o aeroporto Eduardo Gomes e a presença desse animal em nossas cercanias, não é uma ameaça ao tráfego aéreo, haja vista que o urubu cabeludo tem por característica voar raso ao chão, hábito que é totalmente incomum as outras espécies de urubus, que voam alto. Assim, a chance do urubu cabeludo chocar-se com uma aeronave é praticamente nula.

Além de voar baixo, outras são as características singulares do urubu cabeludo que o diferencia de outras aves que se alimentam de carniça. A primeira é justamente um conjunto de penas na cabeça que se assemelham a uma vasta cabeleira. Tenho um amigo, fazendo às vezes de um ornitólogo, diz que já viu de perto essa espécie e afirma categoricamente que na cabeça do urubu cabeludo é possível encontrar piolhos. No entanto não há evidências científicas que isto seja possível.

O urubu cabeludo tem, também, por característica singular gostar de cavucar encostas, removendo a terra e retirando a grama do lugar. É possível encontrar algumas localidades aqui em nosso conjunto em que o urubu cabeludo já deixou seu rastro. Juntamente com a terra e a grama removida, o urubu cabeludo com seu bico poderoso é capaz de derrubar árvores frondosas para um fim específico ainda não catalogado pelos biólogos. Dizem inclusive que ele sozinho é capaz de levar ao chão imensas grades de ferro, mas apesar de haver registros físicos de grades derrubadas ao chão, não se pode culpar o pobre animal por isto.

Na verdade, as observações a essa ave exótica por alguns estudiosos determinam que o mesmo gosta de habitar locais que tenham grande área verde, mas que essas áreas estejam tomadas pelo lixo, pois parece não se importar com os dejetos que se acumulam nas matas do Conjunto Santos Dumont. Alguns moradores incomodados com o frequente lixo em nossas áreas verdes providenciam a limpeza e o animal desaparece, mas logo que a lixo retorna a ave reaparece, o que determina a possibilidade de causa e efeito comportamental.

Apesar de todas essas características já descritas aqui a respeito do urubu cabeludo, talvez a mais estranha é o hábito que essa ave tem em sobrevoar frequentemente os distritos policiais. Observadores já avistaram esse animal em diversas ocasiões e puderam registrar que o mesmo sobrevoa uma delegacia para fazer B.O., que significa: Botar Ovo.

No entanto, quando o urubu cabeludo deixa-se fazer em delegacias  B.O. , somente o faz quando é repelido e enxotado por alguém desavisado. Assim, para cada B.O. deixado em um distrito policial, um ovo nauseabundo e fedorento é deixado na residência de quem o enxotou. Porém, apesar do cheiro de podre incomodar, não se preocupe porque não há registros que o ovo deixado pelo urubu cabeludo tenha maiores consequências.

Meus amigos, apesar do urubu cabeludo ser de uma natureza exótica e eventualmente incomodar, por favor não o maltratem. Eu mesmo já não me importo com os seus voos rasantes e desajeitados e até já recebi alguns ovos podres aqui em minha residência. Digo a todos vocês com toda a pureza da alma, o que essa ave precisa é de compaixão, pois pena ela já tem demais.

João Lago

Atenção: O urubu cabeludo é uma obra de ficção e as fotos aqui deixadas são meramente ilustrativas. Assim esta fábula não tem a pretensão de afirmar que tal ave exista em nosso meio ambiente. Fique tranquilo!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Morremos e renascemos a cada dia

A música “Mourrir demain”, da cantora pop francesa Natasha St-Pier, pergunta o que faríamos hoje se soubéssemos que iríamos morrer amanhã. Não entendo muito de filosofia e não li o suficiente para construir um raciocínio filosófico baseado em grandes pensadores. Não sei o que escreveu sobre a morte Santo Agostinho, que foi um filósofo da fé cat
ólica, ao mesmo tempo que desconheço o que tenha escrito Jean Paul Sartre, que, oposto a Agostinho, era filósofo ateu e materialista. Assim, face a minha completa ignorância, vou descrever aqui o que penso a respeito do que é o fim inevitável de cada um de nós: a morte física.
O poeta argentino Jorge Luis Borges, que era ateu convicto, disse que na “verdade é que morremos a cada dia e nascemos a cada dia”, mas sobre uma visão ainda mais pessimista que esta, em um entrevista que Borges concedeu ao poeta amazonense Thiago de Mello, o mesmo disse que potencialmente nascemos mortos. Não gostaria de passar a impressão que sou completamente pessimista sobre o tema, tanto que para isto o iniciei com a ilustração de uma música alegre e dançante, pois, de maneira geral, não vivemos angustiados com a perspectiva da morte, apesar dela estar potencialmente presente em nossa existência. Porém, quando conheço ou tomo conhecimento de pessoas que em algum momento de suas vidas tiveram que conviver com a aproximação da morte, até mesmo o mais ferrenho ateu torna-se um ser espiritualizado, em busca de respostas. Já aqueles que não descartaram a metafísica em sua perspectiva de vida, mesmo que afastados da religião, quando sabem que a morte ronda, apegam-se a Deus na mesma proporção que se distanciam Dele quando curados. Voltam as suas vidas de rotinas habituais.
O livro “Claro como o dia” é uma obra interessante, escrita pelo então presidente da KPMG, uma das maiores empresas de consultorias do mundo, por descrever os preparativos de quem sabe que em breve vai morrer, ao ser diagnosticado com um câncer inoperável no cérebro. A partir disto, o executivo Eugene O´Kelly, da KPMG, começa a planejar o pouco tempo que resta em sua vida para aproveitá-la ao máximo e deixar algum legado. Escrever um livro sobre os seus preparativos para morte estava dentro deste conceito. Justamente neste ponto é que convirjo ao dizer que nossa angústia não é saber que a morte nos ronda, mas não ter a certeza do dia e hora em que a mesma irá chegar e não estarmos preparados para aceitá-la.
Quem assistiu ao filme “Abril Despedaçado”, de Walter Salles, estrelado por Rodrigo Santoro, deve lembrar que o protagonista, ao ser jurado de morte, recebe como sugestão de seu algoz em contar os seus dias vindouros como “menos um”. É interessante esta metáfora, pois, normalmente, as pessoas quando acordam pela manhã suspiram: “Mais um dia”. Essa é a perspectiva de quem não sabe quanto tempo lhe resta, enquanto que “menos um” seria o suspiro correto de quem sabe que o seu fim está próximo.
Particularmente, acho que encontrei uma resposta que cabe em mim, no que se refere a aceitar o final de minha existência como inevitável, ao tentar refletir sobre o que mais me angustia. Cheguei à conclusão que a maneira mais humana ou, melhor dizendo, dentro do racionalismo humano, seria que tivéssemos cada um de nós a noção exata de quanto tempo nos resta de vida neste mundo. No entanto, isto não é possível, pelo menos para mim, que não tenho qualquer inclinação a pôr fim em minha própria existência e tão pouco fui diagnosticado como possuidor de uma doença terminal.
Não obstante, busco estar em dia com a minha espiritualidade e a pratico, sem exageros, em meu dia a dia, pois acredito que se faz uma leitura errada das falas dos profetas quando dizem que o fim está próximo, pois não se referem ao fim da humanidade, mas ao fim específico do homem, quando a morte faz que o tempo deixe de ter qualquer significado racional.
Se um dia é certo que o Ressuscitado irá voltar, quando morremos nos aproximamos inexoravelmente do dia de encontrá-lo. Então, devemos estar preparados para isto, em paz com nossa consciência e com o mundo. Assim, se vivemos dando significado real a nossa existência na construção de um legado para quem fica com o sentimento do dever cumprido, não temos porque temer a chegada da morte.
Finalizo relembrando o apóstolo Paulo, quando diz: “Lutei o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Que façamos de nossa existência uma luta necessária que nos aproxime da fé e assim não temeremos absolutamente nada, nem mesmo a morte.
João Lago
Administrador, professor e morador do Conj. Santos Dumont.